Por Luana Borges

OUTUBRO ROSA: movimento nascido em meados de 1990 nos Estados Unidos que se tornou uma data celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce da doença. Desde 2010, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) participa do movimento.

tratamento do câncer de mama evoluiu muito e já não exige a retirada total do seio após o diagnóstico da doença, a cirurgia chamada mastectomia geralmente é indicada em casos mais avançados.  E, em abril de 2013, a presidente Dilma Rousseff aprovou uma lei que obriga o SUS a realizar a cirurgia plástica reparadora da mama logo após sua retirada em decorrência do câncer. Antes disso, o procedimento poderia demorar até cinco anos.

Em 2013 o Ministério da Saúde anunciou a lei que estabelece o prazo máximo de 60 dias  a partir do diagnóstico do câncer, para o início do tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), na prática, a média de espera por alguns procedimentos chega a quatro meses. O câncer de mama é o segundo tumor mais frequente no mundo e a segunda causa de morte entre as mulheres brasileiras, perdendo somente para doenças cardíacas. 

PREVENÇÃO

A mamografia é o exame mais preciso para identificar tumores precocemente, deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos e se a mulher tiver a doença no histórico familiar o exame deve ser iniciado aos 35 anos. Também fazem parte da prevenção hábitos saudáveis como praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação balanceada, evitar consumo de bebida alcoólica e cigarro.

O autoexame da mama é uma forma simples da mulher sentir a presença de nódulos nos seios. Deve ser realizado uma vez ao mês a partir dos 18 anos, preferencialmente na semana seguinte ao término da menstruação. E, se o ciclo não for regular ou não menstrue mais, a mulher deve optar pelo primeiro ou o último dia do mês para o autoexame.

scar project

mulheres scar

Fotos acima: campanha The Project Scar (Cicatriz, em inglês), do fotógrafo David Jay, que mostra o corpo de uma mulher após um tratamento de câncer com cirurgia. “Eu não vou mostrar apenas metade da história – que tudo vai ficar bem e essas meninas têm câncer de mama”, afirma David. O projeto busca fortalecer a autoestima das mulheres sobreviventes do câncer de mama e conscientizar a população sobre o diagnóstico precoce, além de arrecadar fundos para programas de pesquisa. “Para essas jovens, o retrato representa uma vitória pessoal e a recuperação da feminilidade, sexualidade, identidade e poder”, diz o fotógrafo.

mulheres p-ink

Fotos acima: projeto Personal P-ink, inspiração em forma de tatuagem às mulheres que realizaram mastectomia. “A retirada de mama não tem que deixar a última marca”, diz no site P-INK. “A maioria dos sobreviventes do câncer de mama encaram duas escolhas: Reconstrução ou não. Mas a maioria não percebe que há uma terceira opção: INK. Nosso objetivo é conectar sobreviventes de câncer de mama com artistas da tatuagem que podem fornecer um modo de cura como nenhum outro pode”, completa.

mulheres grace

Fotos acima: projeto Grace da fotógrafa norte-americana Isis Charise, com mulheres que sobreviveram ao câncer de mama. A ideia de Isis é causar reflexão sobre padrões estéticos de beleza além de conscientizar sobre a doença. “É um projeto que fala sobre a beleza das sobreviventes da doença. Uma exploração de sua beleza na humanidade”, diz a fotógrafa, que se inspirou nas deusas mitológicas Venus di Milo e Nice de Samotrácia, “eu uso esculturas helenísticas livremente como referência para os retratos. Esses artefatos desmembrados sobreviveram ao trauma da história e ainda são vistos como objetos de beleza em nossa cultura”, completa Charise.


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