Por Mariana Lemes

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Não disse de ter e nem de fazer…!

Falo de SER e sentir, fazer sentido pra si e pro outro, pra humanidade. É escolher ser vítima, realizador, idealizador ou o que quer que sinta, artista como fazer, porém idealista como um estilo e proposta de vida ousada, fora do eixo, sem padrão, fazendo o outro questionar, sentir-se e se perceber como humano nesse mundo de poucos seres sensíveis. Porque essas existem aos montes, as máquinas vestidas de humano que fazem o que lhes mostram, o que lhes impõem… o que é a regra, o caminho social de ser feliz. Ser feliz? Sim, o ideal é fazer faculdade, trabalhar, casar e ter filhos, portanto ser feliz, mas peraí…é só isso?

Para mim é necessário sentir, fazer sentido, tocando o ser real dentro de cada um, pra que possa começar a fazer algum sentido e, com isso vem a satisfação de viver, de existir de verdade e com muitos momentos de felicidade plena, paz de ser quem se é. Desse modo, acreditando que ser é preponderante e o ter, esse pequeno, é indiferente ao todo que brilha, que ofusca essa evolução surreal e irreal do social. Infelizmente a sociedade evoluiu tanto que formamos humanos- robôs, não pensantes, crianças alienadas e pais perdidos no mar tecnológico de obter pra ser feliz, só que isso não tem como comprar ou ganhar ou conquistar, se é ou não é.

Pra ser é preciso um esforço maior do que qualquer conquista do ter, é preciso verdade consciente, silêncio, observação, respiração equilibrada (ou não), desde que sentindo tudo e o todo como são. No máximo se descobre quem se é, porque ter ou obter ou conquistar não existe nesse meu ( nosso) mundo vasto e profundamente silencioso de sentir e doar, o ser.

Exemplos existem, vivem entre nós, são seres maravilhosos que fazem toda a diferença por onde passam, com quem conversam ou simplesmente por serem ótimos ouvintes, esplêndidas energias radiantes como Monja Coen, Robert Happé e Eduardo Marinho.

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Cláudia Dias Baptista de Sousa, conhecida como Monja Coen Roshi, é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão, foi jornalista e se tornou quem é e o que representa hoje pra humanidade. Em 1995, liderou atividades no Templo Busshinji, tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano. A Monja Coen é mais conhecida por fazer palestras, participar de reuniões e diálogos inter- religiosos e promover a Caminhada Zen, em parques públicos, projeto com objetivos ambientais e de paz.

Coen acredita que: “Possuir uma atitude zen é discernir cada nuance do verde, perceber cada ruído, sentir cada cheiro, aperceber-se de cada toque. E estar atento às perlambulações da razão no seu fluxo interminável. Por isso, o zen se constrói sobre a concentração, a atenção, o cuidado e a inteireza em tudo aquilo que se faz.”

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Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda, estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve – Índia, Tibet, Camboja e Taiwan. Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores. Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil. Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

Happé acredita que: “Em todo coração existe um sonho a espera de receber a luz da atenção, assim então ela pode crescer e ser aquele amor que desde o começo tinha a intenção de ser. Isso significa trocar a atenção do mundo externo para o mundo interno, desta forma as qualidades e talentos únicos que estão codificados em você e podem se manifestar nas experiências diárias. É um re-despertar para a nossa natureza divina. Chegou a hora de brilhar sua luz e apreciar a companhia dos outros como iguais, co-criando em sintonia e, portanto, celebrar com ações responsáveis como um único amor. Simplesmente seja verdadeiro consigo, com o interior dos outros e com a mãe natureza, fazendo com que o sonho de um mundo onde todos estão convidados a participar da abundância que está disponível se torne realidade.” Pra quem realmente se interessou sobre Happé.

Expectativa

Eduardo Marinho é um carioca que frente à miséria quando criança começou a notar que havia algo de errado na sociedade medíocre, na qual muitos vivem com quase nada e poucos vivem com muito, do conhecimento ao dinheiro, as possibilidades são totalmente diferentes, o pobre é boicotado desde antes de nascer. Assim, ele tentou se encaixar na sociedade, trabalhando como bancário e militar, até curso de Direito começou, todavia a agonia explodiu e ele tomou o que parecia a melhor e única atitude naquele momento, saiu de casa e foi viver, sentir o mundo e os humanos com nada além de si. Hoje ele é um artista fantástico, palestra sobre tudo que sente e percebe há anos, fazendo o outro se questionar e sentir que pode ser diferente, que podemos agir pra que o melhor ocorra hoje e agora pra todos. Eduardo Marinho no TEDxAV Cataratas

Sentir a inteireza co-criando abundância em questionamentos e ações pra que esse mundinho evolua, para que cada um de nós sinta fazer parte do todo, porque cada atitude boa importa sim!

 


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