Por Luana Borges

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Uma grande vontade e filosofia de vida que deu vida a uma produção de culinária que faz sentido para quem a cria,  uma negócio com propósito e pessoas que trabalham para somar algo na vida dos clientes. A Fada Verde, além do nome lúdico também toca o paladar de uma forma diferente, com a proposta de apresentar a cultura VEG (vegetariana e vegana) em forma de comida, Carol Ferreira e Denise de Araujo, as quais foram elaborando cardápios e conferindo personalidade a Fada Verde Culinária Natural, uma marca que tem origem em sentimentos verdadeiros de suas donas ávidas por mudar o mundo, os seus mundos ao menos e gradativamente contagiar os clientes com o “poder mágico” da Fada.

Elas enfeitiçam positivamente a cena gastronômica de Santa Maria-RS, com estratégias de meninas empreendedoras que uniram forças por um ideal de vida em que acreditam e naturalmente foram conquistando espaço e reconhecimento pelo belo trabalho. Uma alquimia criativa que agrada paladares vegetarianos e aventureiros onívoros, curiosos em experimentar as preparações alternativas sem derivados animais ou pessoas que buscam mudar seus estilos de vida através da comida, desde pequenas iniciativas, como optar por uma refeição no dia sem carne, até vários dias, semanas e meses sem participação animal na dieta. É o desejo mais sincero da Fada. E assim, de tão natural a culinária delas mistura-se aos ares da floresta mágica de duendes, guinomos, fadas e animais encantados, que buscam transformar pensares em relação à natureza e as práticas sociais, principalmente ao que concerne a alimentação.

Uma ressônancia de valores humanos  e sociais que provocam reflexão sobre o consumismo, como o excesso e carne animal no prato que comumente temos em uma cultura ocidental capitalista fortemente estruturada por influências de pecuária de extensão e produção em grande escala, praticidade que surge nas prateleiras dos mercados em nosso cotidiano, que muitas vezes consumimos tacitamente, sem perceber o processo e qualidade de vida que isso envolve. Sou uma curiosa por gastronomia, onívora que passeia com prazer pelo vegetarianismo e admira a cultura VEG, que diversas vezes pensa numa pizza marguerita ou massa ao pesto como os melhores sabores do mundo, mas fui criada numa cultura gaúcha de churrasco todo domingo e carne no prato quase todo dia. Por isso, sobretudo, acredito na relevância de divulgar pensamentos que rompam paradigmas tradicionais, pois acredito que somos educados de determinadas maneiras, mas temos adaptabilidade orgânica e comportamental para além dos hábitos triviais e de nossa imaginação, basta experimentar possibilidades estranhas a nós, mudarmos o ponto de vista de zero até 360 graus, para então descobrir nossas reais vontades, que dê sentido para viver autêntico consigo e com uma consciência crítica do que aparece pela frente.

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A seguir algumas imagens de delícias no Facebook Fada Verde, que mostra também opções de cardápios para encomenda com tortas, bolos, chás gelados, hamburguers de grão-de-bico e lentilha, escondidinhos, lasanhas e risotos, entre outros. E ainda, confira abaixo a entrevista com as proprietárias e idealizadoras da Fada:

 

Por CAROL FERREIRA:

A cultura VEG  e  a motivação de empreender..

“Vegetarianismo conheço há muito tempo, mas tive contato com veganos, fiz amigos veganos no ano de 2011. Eu já estava na transição de onívora para vegetariana e os conheci, o que foi muito bom, pois isso ampliou a forma de ver o movimento como um todo, não somente em relação a não comer mais carne, mas entender a proporção disso para a vida. Fui vegetariana nessa época e depois voltei a comer carne, hoje sou vegetariana novamente desde janeiro deste ano.”

“A ideia de transformar comida em negócio não surgiu, o que surgiu foi uma vontade de ampliar essa filosofia, uma vez que estou em transição para o veganismo, pensei que fazendo a minha comida eu poderia compartilhar com mais pessoas que é possível se alimentar sem derivados animais e sem exploração animal, com alimentos naturais.”

Como nasceu a Fada Verde…

“Eu tenho uma ligação forte com os elementais e com o tema floresta, por me sentir parte desse universo. Quando pensei em dividir isso com mais pessoas queria que fosse algo muito meu, bem subjetivo mesmo, e queria que tivesse verde no nome. Tenho tatuada uma Fada Verde que foi o início da época de minhas descobertas mais naturais, em muitos sentidos. Por isso muita gente me chama de Fada. Dizem que tudo o que as fadas tocam fica bom, verde é a cor da alimentação viva e do amor, então achei que seria a combinação perfeita.”

A reação dos clientes..

“As reações são as melhores possíveis. Algumas pessoas se surpreendem com o gosto de nossas comidas, perguntam como conseguimos chegar naquele sabor ou como conseguimos deixar naquela textura sem leite e sem ovos, por exemplo. Muita gente não vegetariana come nossa comida por ser natural, e a ideia da marca foi construída em cima disso, de forma abrangente, de chegar de mansinho mostrando que vegano não come só salada, de que pode ser saboroso e nutritivo, de que é possível cozinhar sem explorar os animais.

Tendência veg na sociedade…

“Não gosto de pensar que isso seja uma tendência, gosto de pensar que isso seja uma consciência que está se formando a partir de diversas percepções sobre o mundo em que vivemos e como vivemos nele, ou o que fazemos com ele. Quero muito acreditar nisso, que as pessoas não estejam fazendo isso por moda, mas porque se deram conta de que viver naturalmente e sem exploração é melhor.”

 

Por DENISE DE ARAUJO:

A reação dos clientes…

“A reação dos clientes com os produtos da Fada é bem positiva de forma geral, tem um público carente que recebe muito bem esses produtos de culinária natural, se interessam muito, vários são vegetarianos e veganos e outros tantos não, mas muitas vezes conhecem alguém que é diabético, sabem que não usamos açúcar comum, querem levar para a família. Tem também o público curioso nos eventos que participamos como o Brique da Vila Belga (Santa Maria-RS), que perguntam bastante e acabam comprando e experimentando. E tem alguns que estranham, porque gostamos de inovar, então alguns ingredientes que não são muito conhecido, por exemplo o bife de faláfel, geram dúvidas e estranhamento, mas explicamos e fica tudo ok.”

Tendência VEG na sociedade…

“Fico muito feliz quando vejo as pessoas se interessando e querendo conhecer e consumir os produtos, mudando seus paradigmas mudando a  forma de ver os animais e e o mundo e de olhar para as próprias coisas que consomem e qual a relação disso com a saúde e o corpo. Acho que ainda tem muita gente que vê na mídia e Facebook, como eu mesma conheci, achava que se restringia a uma dieta ou que era modinha para emagrecer, muita gente comenta que eu emagreci e me perguntam qual dieta estou fazendo, então explico que não é dieta e sim uma opção de vida, que não se restringe somente aos alimentos e acho que essa é a forma de propagar e alcançar cada vez mais pessoas fazendo com que elas entendam o que consomem e mudem sua relação com o planeta e com os animais.”

“Para mim a Fada não é só fazer comida, é essa forma de alcançar mais pessoas com nossas ideias, com o que acreditamos e só fazemos o que gostamos, se uma receita não dá certo nós cortamos, porque é uma forma de nos mostrar na culinária. Por isso colocamos no Facebook que cozinhar é uma alquimia e que para nós a cozinha é um portal mágico.”

Denise ainda criou uma linha de camisetas lindíssimas com temática de natureza que parece ter tudo a ver com a Fada, em conceito, beleza e naturalidade. Abaixo, algumas peças dessa artista talentosa na cozinha e nas artes da Cromas Estamparia:


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