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Faça as pazes com o espelho, cultive o amor próprio e cuide da saúde, procure orientação nutricional para mudar sua rotina alimentar, seja qual for o objetivo. Dietas relâmpagos nunca são saudáveis, provocam círculos viciosos que só pioram a auto-estima e, muitas vezes, o organismo também. Pensando nisso a Nutricionista Janaína Marques elaborou informações valiosas, confira abaixo:

 

Dietas restritivas e seus malefícios

Não é novidade que a maioria absoluta das pessoas fazem ou já fizeram dieta para emagrecer. Além da saúde (que deveria ser a principal motivação), estão todos em busca do corpo perfeito. Ou pelo menos magro. Somos bombardeados de informações padrões, do culto à magreza, que está intimamente relacionado ao poder, ao status, ao belo, às modelos de revista e televisão. Mas temos que saber filtrar estas informações pois as dietas “milagrosas”, na sua maioria causam danos a saúde, e não são tão milagrosas como dizem.. e é sobre isso que vamos falar um pouco.

Nosso corpo tem a capacidade de perder peso. Está comprovado que podemos perder até um kg de peso total por semana sem prejudicar nossa saúde e nossa musculatura. Quando perdemos mais, especialmente a partir de três kg por semana, nosso corpo elimina alguma gordura, mas também e principalmente líquidos e o que é mais grave, elimina musculatura. Este é um processo que a maioria de vocês já sabem como termina: os velhos hábitos vão falar mais alto, nossa ansiedade vai ao céu, e voltamos a engordar recuperando os kg que perdemos, certo? Errado.

Ao recuperar o peso anterior, o fazemos quase que totalmente em forma de gordura. É isso mesmo, ficamos sem os preciosos músculos. Se este processo acontece muitas vezes seguido, ou seja, perdemos peso erradamente e recuperamos este peso fica cada vez mais difícil equilibrar nosso corpo, pois “estraçalhamos” nossa massa magra.

dietas restritivas

 

Dieta da sopa, dieta do Dr. Atkins, dieta dos sucos, do tipo sanguíneo entre outras tantas que surgem diariamente, todas com a mesma promessa uma grande perda de peso em pouco tempo, apesar de proporcionarem um emagrecimento a curto prazo, por restrição de calorias, elas dificilmente podem ser mantidas por um longo período de tempo. E aí que mora o perigo, pois nada do que não se adequa a nossa rotina não é valido para uma reeducação alimentar. Agora vamos conhecer algumas destas dietas e suas desvantagens:

Dieta do Dr. Atkins (dieta das proteínas) 

Característica: propõe redução radical do consumo de carboidratos (massas, pães, doces, açúcares); libera o consumo de carnes (principalmente vermelha), ovos, maionese, manteiga, gorduras em geral; tem cerca de 1000kcal/dia, sendo que praticamente metade das calorias provém de gorduras.

Aspectos negativos: causa deficiências de vitaminas e minerais pela proibição do consumo de frutas e vegetais; a dieta tem baixa adesão, devido a sintomas como fraqueza, cansaço, dores de cabeça e mau hálito; a baixa ingestão de fibras pode ocasionar constipação; o excesso de gordura pode levar a problemas cardiovasculares; também pode ocorrer o surgimento de diabetes, pela menor sensibilidade dos tecidos à insulina e à hiperplasia das células b das ilhotas pancreáticas.

Dieta do tipo sanguíneo

Característica: dieta criada por um médico americano chamado Peter James D’Adamo. Os alimentos são divididos em 3 categorias: benéfico, neutro e nocivo. As pessoas de sangue “O” seriam caçadoras carnívoras, as de sangue A seriam vegetarianas dóceis, sangue B seriam onívoros e sangue do tipo AB, uma junção das duas últimas.

Aspectos negativos: a dieta não tem comprovação científica quanto a sua eficácia; a dieta restringe grupos alimentares importantes que podem levar a sérias carências nutricionais; não determina quantidade de alimentos, não incentiva a alimentação saudável nem o acompanhamento com profissional; não é adaptada à cultura e realidade da população brasileira.

Dieta dos pontos 

Característica: nessa dieta, a pessoa controla os pontos ao invés das calorias dos alimentos. Cada ponto corresponde a cerca de 3,6 calorias, baseado no seu valor nutricional. A pessoa deve anotar o que come durante o dia e fazer o somatório, que não deve passar de 300 para as mulheres e 400 pontos para os homens.

Aspectos negativos: a dieta focaliza apenas a quantidade de alimentos consumidos, sem incentivar uma alimentação nutricionalmente equilibrada. Dessa maneira, os pontos podem ser atingidos facilmente com alimentos calóricos, ricos em gordura e pobres em nutrientes; baixa adesão à dieta, pela necessidade de consultar a tabela, anotar rigorosamente tudo o que se ingere e calcular os pontos; a provável carência de nutrientes pode prejudicar a saúde e acarretar problemas como anemia, osteoporose, queda de cabelo, entre outros; não promove reeducação alimentar, sendo difícil manter o peso perdido.

Dieta (1)

Então, o que você está esperando para de fato realizar uma reeducação alimentar?! Pois essa nada mais é que um processo de aprendizagem e de mudanças comportamental exercido por meio de orientação nutricionais específicas em que o indivíduo conhece e incorpora hábitos alimentares saudáveis.

“Por se tratar de um processo de aprendizagem, o paciente, no final do tratamento, torna-se apto a escolher corretamente os alimentos, tanto no aspecto qualitativo quanto no quantitativo, sem deixar de incluir o que faz parte da sua própria cultura”.

Ou seja, você vai aprender a comer de tudo, sem deixar de fora o alimento/refeição que você mais gosta. Pois o prazer pelo alimento tem um significado profundo em nossas vidas, a reeducação alimentar deve otimizar os hábitos alimentares, permitindo ao mesmo tempo alguns prazeres que têm para nós um sentido especial. E, por isso, ela deve ser personalizada, pois o significado afetivo de um alimento é individual para cada um de nós.

A reeducação alimentar pode ter vários objetivos: perda de peso, controle do colesterol, da glicemia ou até inúmeras doenças e situação que exigem uma mudança na alimentação. Mesmo que você seja super saudável e queira apenas manter o peso, a reeducação alimentar é fundamental. Hoje sabemos que a alimentação, aliada ao estilo de vida (exercício, controle do estresse, tabagismo, etc.) têm enorme influência na prevenção e controle das doenças crônicas.

Mudar hábitos não é fácil, mas é possível, sim. Essa mudança deve ser entendida como um processo, com erros, acertos, em busca do equilíbrio, sem preconceitos ou culpas sobre o que se come, apostando no bem-estar e no prazer.”

 

 


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