assint luana

O consumismo tomou conta da mentalidade social capiltalista em muitos países, quanto maior o poder aquisitivo mais roupas se compra certo? Na grande maioria sim. Mas a realidade é que demora até percebermos por completo o alto custo humano em comprar coisas super “baratinhas” da China por sites ou agregar grande valor simbólico, de status social a grandes marcas fashions. Por isso a realidade prática de moda mais sustentável e um consumo consciente vem crescendo, exemplo disso é a Série norueguesa que iniciou em 2014 “Sweatshop – Dead Cheap Fashion” (disponível online com legendas em inglês aqui).

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É um “reality show fashionista” de cunho social que mostra a origem do trabalho têxtil de marcas que encontramos com fácil acesso em grandes cidades, algumas de luxo outras nem tanto, que utilizam mão-de-obra escrava desumana em países como o Camboja, mostrado na série e em tantos outros lugares. Três blogueiros de moda convidados a viver um tempo nesse contexto social inverso de suas vidas causou profundo impacto em suas percepções de mundo e está causando reação conscientizadoras em todos que assistem. E conscientização quando se tranforma em atitude muda o rumo da vida de muita gente.

“Eu mudei. Não tenho apenas uma nova visão sobre roupas, mas sobre muitas outras coisas. Tenho até um pouco de medo de me tornar uma mulher amarga. Escrevo bastante sobre isso no meu blog, que virou mais um blog sobre estilo de vida depois que eu voltei”, contou uma das blogueiras.

No primeiro episódio, os jovens, ricos e estilosos exibiram com orgulho seus closets – Anniken revelou que gastava no mínimo 600 dólares por mês com roupas, enquanto no Camboja tinha apenas 6 dólares para investir em comida. Os blogueiros conheceram Sotky, uma funcionária de 25 anos que ganha 130 dólares por mês e gasta 50 com suas despesas básicas, como aluguel, luz e água. Ela trabalha sete dias por semana, doze horas por dia. Ao visitar uma loja da capital Sotky vê as roupas e afirma: “Eu teria que trabalhar um ano para comprar essa jaqueta”. O trio dormiu no chão da casa da trabalhadora, e também se surpreendeu com o pequeno espaço do ambiente. “Nosso banheiro é maior que toda a casa dela”, disse Anniken. Kleven o diretor, contou que queria criar uma série que fizesse as pessoas reagirem. “Conseguimos!”. Segundo ele, a maior dificuldade para a realização do reality foi encontrar uma fábrica que permitisse a gravação.

“Não conseguimos entrar em nenhuma fábrica, a não ser aquela em que os jovens trabalham no terceiro episódio. Em outro episódio, estávamos do lado de fora de uma só fazendo algumas imagens e após dez minutos o dono apareceu e mandou desligarmos a câmera. Quando você ouve algo assim você começa a pensar sobre o que acontece do lado de dentro. E é assustador.”

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Aliado a essa tendência revolucionária de consumo, principalmente no segmento da moda, há milhares de outros projetos, com a valorização de artesãos e da produção regional, que pode ser vista por todos e humanizar a compra. Um exemplo de moda sustentável e criativa é a Loja LUSCOFUSCO que revitaliza retalhos industriais e produz roupas lindíssimas como a saia na foto abaixo:

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Também há o grupo de artesãos e artistas do Compro de Quem Faz, que se declaram “Um movimento a favor de artesãos e artistas independentes, p/ incentivar o sustentável e o local e apoiar quem ama o que faz”. Eles ainda promovem um manifesto que explica bem propósito de existência (veja também o facebook do movimento):manifesto comprar de quem faz

Temos apenas dois pés e diversos pares de sapatos, temos muitas roupas e reclamamos da vida enquanto há pessoas sofrendo com o mínimo de roupas e dignidade. Normalmente temos poucas necessidades básicas, todo o resto é desejo, consumo exacerbado muitas vezes por forte influência da mídia, publicidade, passarelas fashions, um frívolo olhar social como um todo. Pensemos um pouco mais ao comprarmos qualquer bem material, no motivo dessa ação, na origem do produto, no envolvimento humando e consequências por trás de tudo. Fica a reflexão! ^_^ 


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