assint luana

Lutar como uma menina não significa perder a corrida, é liberdade, é ser uma pessoa autêntica. Lutar no sentido literal e simbólico contra um histórico cultura de opressão, lutar por respeito e direitos femininos.

“O que significa fazer alguma coisa como uma menina?” – Assim começa a campanha #LikeAGirl (como uma menina) da marca Always em 2014, com um vídeo no Youtube que atualmente tem 58 milhões de visualizações por todo o mundo. É um tema recorrente que existe em diversas culturas, por isso é bastante representativo, causa reflexão e promove o empoderamento feminino para que meninas tenham orgulho de dizer que luta como uma menina. A marca alerta para o poder da expressão que pode abalar a auto-confiança de muitas meninas, principalmente na adolescência, conforme o vídeo comenta, criando mulheres inseguras e com baixa auto-estima. No vídeo a diretora pede para adultos e adolescentes demonstrarem como é correr e lutar como uma menina, então, eles fizeram ações delicadas, frágeis e desajeitadas, enquanto as crianças repetiram a simulação de corida e luta normalmente, como qualquer pessoa que resolve se movimentar com determinação, vontade de vencer e mostrar seu potencial e força.likeagirl always

Dessa forma que são na verdade todas as mulheres, fortes e determinadas. mas porque então homens e mulheres reproduzem tanto a expressão “como uma menina” de modo pejorativo?! Isso inferioriza a figura feminina como se fosse fraca, e pior, fazendo com que muitas acreditem nisso e se tornem submissas a estereótipos e conservadorismos. Sou da teoria que toda pessoa pode realizar algo físico ou mental, se tiver saúde para se dedicar àquilo. A diferença de força física existe, naturalmente, há diferentes pesos e preparos físicos, entre homens e mulheres, o que não impede ambos de realizar iguais tarefas e ter iguais habilidades. Isso é barreira para realizar um sonho como vencer uma maratona ou simples tarefas como trocar uma lâmpada ou um pneu? Não!

Assim como homens que gostam de moda, culinária e dança continuam sendo homens. São apenas papéis sociais atribuídos a determinados gêneros, que são ilusórios e equivocados, não associam-se a opção sexual e, principalmente, limitam as potencialidades de cada um nessa padronização “jeito de mulherzinha” “coisa de homem”, “lutar como uma menina”. Já notou que a palavra homem no diminutivo não soa ofensivo ao contrário da palavra mulher?! Então, é tudo fruto da mentalidade machista encardida nas sociedades, que oprimi mulheres de todas as idades. Uma menina não precisa ser delicada nem doce para ser menina, não precisa brincar de boneca para ser menina, tampouco precisa jogar futebol. Uma menina/mulher pode lutar com garra de vencedora, mesmo sendo magricela com aparência “frágil” ou cheia de músculos aparentes, porque é isso que somos, vencedoras, donas da própria auto-estima.

Muitas meninas estão aprendendo isso e crescendo com vastos horizontes à frente, muitos meninos e homens também não subestimam mais a força feminina, porque somos todos iguais quando há força de vontade, isso deve ser ensinado desde cedo. O resto são meros julgamentos incomodativos, de quem tenta diminuir o outro para sentir-se melhor, uma pena. Para ilustrar a conquista de reconhecer a força de uma menina, a artista Kaol Porfírio produz uma arte fantástica com personagens guerreiras, FIGHT LIKE A GIRL – com  o slogan empoderador em todas postagens, Você luta como uma garota.” “Obrigada.”:

Veja mais criações no Facebook page Kaol Porfírio

kaol porf fight like a girl trio kaol porfirio

E tem camisetas lindas também, veja mais na LOJA.fight like a girl 2
fight like a girl 3