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Holly Golightly de Bonequinha de Luxo (1961)

Audrey Hepburn imortalizou a imagem de sua personagem no filme Bonequinha de Luxo, mas a atriz também foi bailarina, mãe, esposa e defensora de causas humanitárias como Embaixadora da Unicef, além de ser considerada ícone de estilo e beleza. Mesmo assim, ela nunca se reconheceu como símbolo de beleza, tampouco excelente atriz, segundo a entrevista de seu filho Sean Hepburn Ferrer ao site Contioutra. “Ela sempre foi muito humilde e se doava, acreditava que um filme era o resultado de uma corrente de eventos, como ela gostava de se referir, assim como em seu trabalho com a Unicef, que fornecia um resultado valoroso. Se fosse fraco, o resultado não seria interessante. Então ela não pensava muito sobre sua imagem.”

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Como citado na entrevista, Audrey é ícone de feminilidade e liberdade até hoje, referência no cinema, na dança e nas questões de luta pelas minorias sociais. Mesmo sem poder terminar o ensino formal devido a Guerra, Audrey sempre foi muito curiosa, estudava sobre tudo e se tornou uma personalidade inteligente, humilde e competente em tudo que se propunha.

Audrey era muito alta para ser bailarina segundo os padrões da época então decidiu ser atriz. Também era muito magra para ser símbolo de beleza como Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, dotadas de visuais ultra sexys, padrões estéticos que não interferiam em sua auto-estima, pois não tentava ser quem não era, como atualmente é uma questão tabu, ela valorizava sua beleza natural. Já como profissional sentia pouca confiança, segundo Sean, “Ela não era confiante, na realidade, ela não se reconhecia como uma atriz, por isso que ela tratava todos com muita gentileza nos sets de filmagem. Ela era sempre pontual, não tinha aqueles rompantes típicos de estrelismo. Ela era treinada como dançarina, então ela sabia tudo sobre trabalho duro.”

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E por essa postura independente e natural, que se consagrou como símbolo de mulher bonita, de pessoa íntegra e com grande valor humano, muito além de uma “bonequinha de luxo”. Isso era nítido inclusive em seu estilo autêntico, cabelo curto e roupas despretenciosas, que sempre foi modelo de inspiração na moda e ainda afirmava: “pra que se espremer num vestido vermelho justíssimo e tentar se equilibrar num sapato que destrói o pé se dá para ser linda e feminina de calça jeans, camiseta listrada e sapatilhas?” Jeito espontâneo e verdadeiro de ser que cativou milhares de fãs pelo mundo.

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