assint luana

Como diria minha avó, “o cabelo é a moldura do rosto”, mais que isso o cabelo tem um significado de peso para mulheres. Historicamente alguns penteados distinguiam classes sociais, há tipos de cabelos que definem tradições culturais até hoje, sendo uma representação social na vida das mulheres. Sobretudo, o cabelo feminino transformou-se em símbolo de autonomia e de libertação, porque dentre tantos papéis sociais que o cabelo pode remeter, também pode ser inspiraçãos prática de renovação e grito libertário de padrões. Exemplo disso são os fios brancos, antes sinônimo de velhice, agora moda em todas as idades, de gente descolada que varia tons de cinza e branco sem medos de mudança visual, porque a idade e o rejuvenescimento vem do estado de espírito, da autoestima.

brancos e cinzas

A “moldura” não é mais necessária, que está sendo quebrada com grande prazer, aliás. Cabelo não é mais prisão, e sim libertação para muitas mulheres que assumem seus cabelos como acham melhor, pode entrar e sair da moda, pode ser estilo produzido de salão ou estilo recém lavado e bagunçado, pode raspar tudo inclusive! E continuar linda e segura.

A ousadia de mudar sem se importar com a opinião alheia ou padrões de moda está muito associada com a autoestima da mulher, de qualquer pessoa, que quando está em alta faz tudo ser possível. Uma característica presente na mulher contemporânea, de fazer o que tem vontade, cada vez mais autêntica e natural. É sabido que o ato de modificar o cabelo, muitas vezes, significa um rito de passagem, como uma possibilidade instantânea de se tornar uma pessoa diferente, coerente com a nova fase da vida que está ou deseja estar. Por isso, um corte ou tintura podem ocorrer em momentos decisivos da vida, a fim de fortalecer o espírito de “tudo é possível”. E a revolução visual tem a vantagem de ser reversível, o que serve também para trabalhar o desapego ao “culto ao cabelo”, comportado ou de fios longos, imagem de sedução e feminilidade criada numa mentalidade cultural conservadora.

Prova de desapego total ao cabelo, liberdade de expressão corporal e comportamental são os cabelos curtos, tema que Frederico Elboni escreveu de maneira interessante (texto completo aqui):

“Mulheres de cabelo curto transmitem a maior segurança que conheço nesse universo feminino. Ela não liga para sua opinião, ela é segura de si. É como se fosse um teaser da sua personalidade, mesmo que ela não seja exatamente dessa maneira, é isso que ela vende. E assim remete serem desprendidas de todo arredor de amarras que o mundo nos impõe, essa padronização, essa necessidade de ser gostosa…É como se a mulher de cabelo curto tivesse um alvará para ser a mulher que ela quiser, quando ela quiser.”

E imagina então, raspar o cabelo?! É o suprassumo da libertação e auto afirmação de beleza e estima elevada a si. Confira abaixo o que algumas mulheres disseram sobre essa mudança em suas vidas:

careca 1

“Olga Gentil (33) é empresária e está careca desde novembro de 2014. “Dentro de mim eu sempre tive vontade de ficar careca”, lembra. Ela, que tem cabelos longos e lisos naturalmente, avisa que os fios crescem rápido e já precisou raspar mais uma vez. “Estou satisfeita e feliz com o resultado. Poder se livrar de algumas regras de beleza e se sentir bem é um privilégio”.

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careca 2

“A estudante Juliana Neves (23) sempre teve cabelos crespos, mas gostava de manter o visual longo e alisado. “Resolvi me desprender de métodos químicos de alisamento, então fui cortando aos poucos”, conta. Há mais de três anos ela resolveu ficar careca, resultado de uma visita ao barbeiro, onde fez o corte. “O choque não foi grande porque eu já estava habituada a ter pouco cabelo”.

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careca 3

“Sempre tive cabelo fino, liso e escorrido”, diz a fotógrafa Talita Pereira (25). Há seis anos mantendo cortes curtos e modernos, decidiu ficar careca de vez por curiosidade. “É difícil ser careca em uma sociedade que gasta muito dinheiro com o cabelo. Mas ao mesmo tempo é uma redescoberta de si que não tem preço. Agora sei que a minha vaidade está dentro, não fora. E que as pessoas vão me achar bonita com ou sem cabelo”.

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careca 5

“Cintia Sanchez (33) atua como produtora, fotógrafa e cozinheira. Ela está careca desde julho de 2014 e resolveu raspar pelo motivo mais simples de todos: “Eu estava com calor”. Ela já raspou a cabeça mais de dez vezes e gosta da praticidade do visual. “É bom ficar sem o compromisso de arrumar o cabelo”.

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