assint luana

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E qual menina nunca sonhou em ser uma princesa, daquelas dos contos de fada?! Muitas, Walt Disney que o diga. Atualmente muitas crianças se inspiram em super-heróis da ficção infantil, sendo motivados pela bravura e coragem que eles demonstram e a indústria cinematográfica e de games tem criado super-heroínas também, visto que até poucas décadas tínhamos apenas como referências Princesa leia, Mulher Maravilha e Xena a princesa guerreira (?!), talvez. E assim, são fortalecidos os sonhos infantis (adultos também) que não se contentam somente com as clássicas Minnie, Cinderela e Branca de Neve, ou pelo menos amplia a possibilidade de sonhar e projetar uma imagem de força feminina, a exemplo de guerreiras como a protagonista do filme Valente, a Viúva Negra do filme Os Vingadores, a Gamora do filme Guardiões da Galáxia e a Rainha Daenerys da série Game of Thrones (fotos abaixo).

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Porém recentemente uma grande polêmica repercutiu na mídia sobre os brinquedos infantis da Viúva Negra (Scarlett Johansson), uma das personagens principais do filme Vingadores: Era de Ultron. Ela foi destaque, assim como toda a obra, contudo a heroína foi completamente esquecida na linha de produtos do filme. De acordo com o site The Mary Sue, dos 56 itens disponíveis, a imagem da Viúva Negra aparece apenas numa sacola, num mouse e numa camisa. Até mesmo a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) foi completamente ignorada no merchandising das empresas.

viuva e feiticeiraA discriminação de figuras femininas do universo cinematográfico Marvel também aconteceu com a personagem Gamora (Zoe Saldana), de Guardiões da Galáxia, na divulgação dos produtos derivado do filme no ano passado. A decisão da Marvel de não incluir personagens femininas no holl de merchandising é conhecidamente intencional e a justificativa seria de que a Disney já prioriza as meninas em outras linhas de produtos.

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As crianças querem muito mais e merecem opções diversas de ídolos heróis e heroínas, príncipes e princesas, sem distinção de gênero. Cada um que aparece na telona deve ser ofertado como produto se há uma linha de brinquedo. Imagine a frustração das meninas que se espelham nas heroínas e não encontram seus produtos para saírem representando os “super poderes” nas roupas e nas brincadeiras. Os exemplos que super-heroínas nos dias de hoje são importantes para auxiliar na criação de menina confiantes, empoderadas de suas capacidades é direitos sociais. Incentivando a igualdade entre meninos e meninas principalmente em brincadeiras e personagens é uma atitude que também desconstrói o machismo desde cedo. Assim teremos homens e mulheres conscientes do respeito que deve haver um pelo outro independente do sexo biológico e da sexualidade escolhida.

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Cabe aos pais e mães decidirem a maneira de incentivar tais valores de justiça, coragem e auto-confiança dos personagens super poderosos, necessariamente não precisa ser através do consumismo de linhas inteiras de produtos. Mas o fato é que se o Hulk e o Capitão América estão nas prateleiras de compras, as super-heroínas devem estar junto. Ser princesa e príncipe tem o seu valor, a nobreza e a beleza encantam, é um lado romântico que também deve ser estimulado nas crianças, sem direciona-los impositivamente, deixando os pequenos escolherem se querem ter a “coroa do seu próprio reinado” ou ser o “guerreiro(a) que protege o reino” que constrói na  imaginação. Responsabilidades e vantagens há em ser qualquer “personagem” na vida, desde que seja atuado com princípios de bondade e respeito, de maneira justa e inclusiva, esse é o maior ensinamento que devemos absorver da ficção para a criação da família real.

A percepção de “mulher que não precisa de ninguém” provoca duras críticas sexistas as super-heroínas da ficção, que também existem na realidade como qualidade contemporânea da mulher que conquista autonomia e independência. Isso gera desconforto aos conservadores, mas é fato e é benefício ao universo feminino, significa o direito de liberdade das mulheres e do dever de todos de se verem como iguais civicamente, na prática.

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Bravura não é característica exclusiva de homens e delicadeza não é qualidade única de mulher. Que meninas e meninos sejam fortes sendo eles mesmos, reconhecendo seus próprios poderes, longe das amarras sociais sexistas. Que sejam corajosos para demonstrar sentimentos e ideias, se espelhando no que há de mais nobre dos seus ídolos!


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