assint luana

A partir do texto abaixo, publicado por Erika Mazolini em sua página no Facebook, resolvi desenvolver esse post:

criança preconceitos

Então, é realmente difícil de acreditar que impomos tantos (pre)conceitos a nossas crianças. Parece (quase) natural repetir o discurso que aprendemos como verdade em nossa família, na escola, na mídia, no trabalho ou nos círculos de amizades. Mas essa tradição patriarcal deve ser desnaturalizada, se quisermos novas gerações com senso de liberdade e respeito não sexista. Ou seja, pessoas que não terão pensamentos que limitam capacidades e experiência de vida entre sexo feminino e masculino.

Não sou mãe, mas acredito que é um grande desafio para pais e mães que foram criados com a distinção nítida e bastante contrastante, criar filhos ensinando o discernimento das coisas sem a muralha de gênero sobre os comportamentos, mesmo sabendo que a maioria ao redor é influenciada pela velha e incoerente discriminação, com o “isso é coisa de menina, isso é coisa de menino”. Já vi meu afilhado se divertindo com brinquedos rosa e roxo como um jogo de panelinhas e fiquei feliz por ele não expressar nenhuma distinção, mas a mãe dele advertiu, que já houve ocasiões em que ele comparou coisas como de menina ou de menino, em grande parte devido ao convívio com colegas de creche. Essa discriminação opressora também aparece em muitas animações e propagandas infantis, devemos ter cuidado para sempre explicar que está errado, afirmando que a crianças pode ter e ser o que ela quiser. 

Liberdade é a palavra de ordem nesse contexto, deixar ser, oferecendo todas opções, estimulando o auto conhecimento da criança, através de expressão emocional e racional, por mais que se ouça críticas sexistas. A mudança exige bastante de quem educa, pois é preciso desconstruir tudo para mostrar um novo mundo para a criança, difícil mas nada impossível! isso ajuda inclusive para adultos (pais e mães) mais conscientes de suas potencialidades para além de seu gênero.

Incentivar os estereótipos de gênero para a crianças não é útil, isso só propaga preconceitos infundados que podem ser tão prejudicial para homens como para mulheres. É possível ser inteligente e emocional, ou totalmente racional e até grosso como um tijolo. Mas isso vale para todos e qualquer um, liberte nossas crianças dos preconceitos de gênero!

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Conforme o texto Mães estimulam o lado emocional de suas filhas mais que dos filhos”, publicado pelo Brasil Post, contatei outras importâncias sobre o assunto:

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Os pesquisadores concluíram, “quando as mães conversam com suas filhas, a conversa contém mais palavras e conteúdos emocionais que quando falam com seus filhos. As mães também usam mais linguagem emocional que os pais. Desse modo, inconscientemente dão aos filhos um exemplo que reforça os estereótipos de gênero.” Ainda, os estudos demonstraram que “os pais socializam as crianças segundo papéis tradicionais de gênero (emoção, no caso das meninas, e ciência, no caso dos meninos) desde a primeira infância.”

Essa “regra de gênero” é relativa, são apenas papéis sociais criados e impostos por séculos de uma educação machista, que confunde os sexos com as possibilidades que uma pessoa pode ter. Deve ser reinventada, a regra deve ser não ter regra de gênero! Mas tal discriminação patriarcal é perpetuada por muitas mães que estão imersas nessas cultura e que “inocentemente”, muitas vezes tratam meninas com palavras emocionais, o que pode as tornar mais forte ao crescer, mas ao contrário deixa falha a sensibilidade dos meninos.

O texto ratifica essa ideia: “socializar garotos sem lhes dotar da linguagem para expressar suas emoções pode ter consequências negativas para seu desenvolvimento e seu sucesso acadêmico futuro” e completa, “as meninas podem ser socializadas desde cedo numa orientação socioemocional que enfatiza a expressividade emocional, tornando-as mais socialmente maduras que os meninos”. Visto isso, a compreensão do mundo exige equilíbrio entre a percepção racional e emocional, um sem o outro é incompleto. Isso se chama  inteligência emocional,  tem a ver com as relações humanas e saber lidar com suas adversidades. E essa sensibilidade comportamental não é nada coerente com sexos, por isso deve ser ensinada as crianças independente de sexo.

Há homens sensíveis ao mundo das artes, música e poesia por exemplo, e não necessariamente são emotivos. Há mulheres racionais, por vezes céticas, outras estúpidas e impacientes, e também outras sensíveis ou emotivas, e tudo isso as vezes não se mistura. É como duas energias, a feminina e a masculina que se encontram em corpos diferentes, em níveis diferentes entre razão e emoção. Nada lógico e óbvio numa percepção física. Aff, estereótipos!! A confusão no imaginário social é tudo culpa deles. 😉


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