assint luana

atitudes

O amor é uma via de mão dupla ao meu ver. Caminho de ida que todos querem, para encontrar o amor. E uma volta triste que ninguém deseja, depois de encontrar perder. A dor de amor é a pior que existe, sempre disse minha mãe no auge das desilusões amorosas da sua filha adolescente. Mas ela também sempre dizia “tu é nova, ainda tem muito que aprender sobre isso, muito a viver, o mundo não vai acabar!”  E assim foi, ela tinha razão.

amor em outros idiomas

Muita gente diz que encontra o amor da vida a cada flerte demorado ou a cada namorado (a), já outros acreditam em apenas um amor real na vida. Muitos acreditam que amor é tudo igual, de pai e mãe, de filho, de namorado, que só muda o jeito de demonstrar, enquanto outros pensam que existem amores bem diferentes. Cada um tem uma teoria. Não é atoa que muitas músicas, filmes e poemas no mundo todo adotam o amor como tema, fonte que inspira e transforma o sentido da vida. Pois como Renato Russo cantou, “quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu”.

Entretanto, de uma coisa estou certa, quando se encontra o amor da vida (tipo alma gêmea) fica nítido perceber que todos os outros foram tentativas frustradas. Até porque, acredito que não há como tentar amar alguém, se ama e ponto. Simplesmente se sabe quando acontece o amor, não há duvidas, pois é um sentimento distinto e muito forte. É o que te faz sentir imensa vontade de dizer “eu te amo”.

Outra certeza que tenho é do poder que tem o amor. Esse sentimento tem força brutal, para construir e também para o efeito reverso. Isso demonstra o que citou Sigmund Freud, “como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada”!

Já quando a recíproca não é verdadeira no amor ou quando se quebra a confiança, os efeitos são destruidores. Quem não morre nesse caso se fortalece, saindo da experiência repleto de arranhões, porém mais precavido e sábio. É mestre quem sabe manter o amor intacto em meio aos turbilhões da convivência, dos egos que gritam e personalidades que berram. E quem é dono de tal maestria, provavelmente obteve jogo de cintura porque passou por algumas tempestades. No fim das contas, quem decide amar passa trabalho, suscita efeitos colaterais surpreendentes, vive em constante lapidação e aprendizado.

Em nome do que chamam de amor as pessoas fazem loucuras, mas a maior delas é se entregar. Isso porque há diversas consequências de se jogar de cabeça para amar e deixar ser amado. E no fim, todo mundo que arrisca diz valer a pena, em razão do lado bom disso. Aproveitando o trocadilho, de razão ninguém vive plenamente o amor, é preciso subjetivar o mundo, querendo ou não é uma nuvem que eleva qualquer um. Abstrações a parte, como diz uma amiga minha “o amo é surdo, cego e abobado”.

Em tal realidade romântica uma pessoa pode se tornar distraída, egoísta, patética e até agressiva quando possessiva. Aí que entra a importância do ponto de equilíbrio, a fim de compartilhar a vida com alguém amando sem sufocar, sem trair, sem perder a paciência nem a liberdade. Aproveitando o que há de bom em amar loucamente, com respeito, prazer e espaço suficiente para ambos seguir caminhos paralelos em busca de objetivos comuns, em uma sintonia fina de pura felicidade. Em relação a isso Dalai Lama deixou uma mensagem clara, ” dê a quem você ama asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”. Mas afinal, como equilibrar essa loucura?! Vai saber…

O que interessa é que o amor sob todas as formas dá sentido maior para a vida, e como diria Nietzsche “há sempre alguma loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura”. Loucura chamada de amor que até parece droga que gera dependência, positiva ou não. E os efeitos colaterais desse sentimento imensurável são extremos, pode ser a fraqueza do ser humano e também a fortaleza.

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21.08.2014


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